Revista Baiana de Saúde Pública, Vol. 33, No 4 (2009)

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TOXEMIA GRAVÍDICA NA ADOLESCÊNCIA

Francisca Ferreira Secundo, Márcia Maria Mendes Marques, Ana Raquel Araújo da Silva, José Maciel Andrade, Maria Izabel Florindo Guedes

Resumo


Este estudo teve como objetivo identificar a ocorrência de complicações da gravidez em adolescentes internadas na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (Universidade Federal do Ceará) em 2007. Um estudo descritivo, retrospectivo, de caráter documental. A amostra foi constituída de 54 prontuários de adolescentes com diagnóstico de doença hipertensiva específica da gestação (DHEG). Na análise, considerou-se a adolescência como o período entre 10 e 19 anos, estratificado nas faixas de 10 a 15 adolescente precoce e 16 a 19 adolescente tardia. Os resultados mostraram que 67% das adolescentes precoces desenvolveram pré-eclampsia, 8,3% eclampsia e 25% síndrome de HELLP. Nas adolescentes tardias, 90,5% desenvolveram pré-eclampsia, 9,5% eclampsia e nenhum caso de síndrome de HELLP. A Toxemia gravídica foi mais acentuada no 3º trimestre de gestação em ambos os grupos de adolescentes e o parto mais realizado foi o cesáreo. Em relação à variável escolaridade, 51 tinham ensino fundamental. Concluiu-se que a toxemia gravídica na adolescência está associado com as formas graves de pré-eclampsia, eclampsia e síndrome de HELLP. O estudo ilustra o cerne de um problema social em evolução.

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